Tenho observado, com certa aflição, as relações humanas.
Eu conheço e convivo com muitas pessoas todos os dias, mas observando profundamente minhas relações, concluo que apenas coexisto. Não convivo. Isso é triste mas é verdade.
Observo que as pessoas estão a todo tempo conectadas às redes sociais, postando e compartilhando acontecimentos. E no final do dia, pouco convivem, compartilham, apenas reproduzem.
Faz muito tempo que não sinto a sensação de estar em um lugar e não querer ir embora, ou não querer que aquele momento acabe.
De não ver a hora passar. De gargalhar até doer a barriga ou falar de coisas interessantes, ainda que banais.
O que me entristece é que no ato de ser quem somos no dia a dia, quando o
convívio é o agora, encontramos pessoas desligadas. Pessoas
simplesmente desinteressadas por nós. E pessoas extremamente
desinteressantes, que falam de pessoas e insistem no passado. Não
olham pra frente, não procuram o novo. Não inspiram ideias e ideais.
Lendo algumas colunas e crônicas, observo que não sou a única que sofre desse mal que é a saudade do interessante. E qual é a dificuldade desses caminhos se encontrarem? O que nos impede de contatar o "legal"?